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terça-feira, 19 de março de 2013

Igreja Maranata e Ministério Público do Espírito Santo

Eis os links:

1) http://www.genizahvirtual.com/2013/03/entrevista-com-o-promotor-do-caso.html


Entrevista com o promotor do caso Igreja Maranata revela fatos chocantes acerca da máfia do dízimo



Membros da Maranata no ES usam Bíblia para coação, diz promotor

Paulo Panaro informou que, após prisões, ameaças continuaram. Membros são investigados por estelionato, tráfico de influência e outros.





Os líderes da Igreja Maranata presos nesta terça-feira (12), em Vila Velha, na Grande Vitória, suspeitos de intimidarem testemunhas e autoridades, usavam a Bíblia como forma de coação. A afirmação foi dada pelos promotores de justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) Paulo Panaro e Jerson Ramos, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (13). Além disso, Panaro também informou que, mesmo após as prisões, uma testemunha continuou sendo coagida e ameaçada.

Os quatro pastores presos nesta terça-feira, em uma operação conjunta entre o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) e Polícia Federal, são apontados como agentes intelectuais que estariam interferindo no curso das investigações, ameaçando e intimidando testemunhas a mudarem seus depoimentos e até membros do Ministério Público e do Judiciário. A Igreja Cristã Maranata é investigada pelo MP-ES desde março de 2012, por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e desvio de erário.

O MP-ES deu mais detalhes de como aconteciam as coações, que utilizavam até a Bíblia. "Membros da Igreja Cristã Maranata estavam sendo coagidos pelos líderes da igreja. É uma instituição hierarquizada. O pastor por ser o líder tem a dominação de todo o seu rebanho, e o que ele diz deve ser realizado. Então, essa coação, diferente da normalidade, onde a coação é direta dizendo o que uma pessoa deve fazer ou deixar de fazer, ela é feita através do uso de uma interpretação manipulada da Bíblia", explicou o promotor Paulo Panaro.

Para o também promotor Jerson Ramos, trechos da escritura sagrada eram usados de maneira subliminar. "Distorciam a forma da mensagem, trazendo informações subliminares, que acuavam as pessoas, que ficavam subjugadas às pessoas que transmitem a mensagem. As pessoas ficaram apavoradas", esclareceu.

Algumas expressões utilizadas dentro da própria igreja também eram usadas como forma de coagir as pessoas. "O que se observa é o seguinte, dentro da instituição, a expressão 'caído' para eles é muito grave. Você ser um caído é gravíssimo, ser um excluído é gravíssimo. Eles excluíam as pessoas dentro da própria instituição, ela é relegada a segundo plano, como forma de coação, eles se sentiam caídos, excluídos", frisou Panaro.

Intimidações continuam

 O promotor Paulo Panaro também afirmou ter recebido uma denúncia na tarde desta terça-feira (12) dizendo que uma testemunha recebeu telefonemas ameaçadores, mesmo após as prisões. "Mesmo a Justiça tendo determinado a prisão dessas pessoas com a finalidade de fazer cessar essas coações, parece que a ação da Justiça não as intimidou. Ontem (terça-feira), cheguei ao meu gabinete e encontrei um documento assinado de uma das vítimas, falando que tão logo a imprensa veiculou a notícia das prisões, a pessoa recebeu três telefonemas ameaçadores. Diziam 'Fulano, você viu o que você fez?' Eu vim de longe para te pegar, vou só esperar a poeira baixar para você ver o que vai acontecer", revelou o promotor.

Segundo Panaro, a testemunha coagida nesta terça-feira (11) já vinha sofrendo ameaças. "Essa é uma testemunha que queriam que ela se retratasse, ela não se retratou e isso está acontecendo com ela. Vou investigar as ligações para detectar os proprietários das linhas e tomar as medidas cabíveis", concluiu.

Outro lado


Por meio de nota, a Igreja Cristã Maranata disse que jamais coagiu testemunhas ou ameaçou autoridades. Ainda informou que está processando judicialmente aqueles que estão acusando a instituição, de acordo com a lei. A Igreja acredita que todas as acusações e acontecimentos desta terça-feira, com a prisão dos pastores, foram pautadas no desejo de retaliação e perseguição.

A Igreja Maranata foi criada no Espírito Santo há 45 anos e conta com mais de 5 mil templos em todo o país. No último domingo (10), um evento realizado pela igreja reuniu mais de 100 mil pessoas em Vitória.
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz2O0Yxp3Uq
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2) http://blogs.odiario.com/inforgospel/2013/03/14/pastores-presos-da-igreja-maranata-usava-a-biblia-para-coagir-testemunhas-diz-promotores/


Pastores presos da Igreja Maranata usava a Bíblia para coagir testemunhas diz promotores

março 14, 2013 Por (nome do autor)  · 32 Comentários
Arquivado em: Informações Gerais 
Pastores da Igreja Cristã Maranata do ES presos segundo os promotores se deu por consequência que no decorrer das investigações que se depararam com testemunhas que queriam mudar testemunho, e levou a suspeita de que os pastores estavam intimidando em forma de coação, usando a Bíblia. Confira, assista, entenda e comente…
Os líderes da Igreja Maranata presos nesta terça-feira (12), em Vila Velha, na Grande Vitória, suspeitos de intimidarem testemunhas e autoridades, usavam a Bíblia como forma de coação. A afirmação foi dada pelos promotores de justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) Paulo Panaro e Jerson Ramos(foto), em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (13). Além disso, Panaro também informou que, mesmo após as prisões, uma testemunha continuou sendo coagida e ameaçada.
Os quatro pastores presos na operação do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) e Polícia Federal, são apontados como agentes intelectuais que estariam interferindo no curso das investigações, ameaçando e intimidando testemunhas a mudarem seus depoimentos e até membros do Ministério Público e do Judiciário.
O MP-ES deu mais detalhes de como aconteciam as coações, que utilizavam até a Bíblia. “Membros da Igreja Cristã Maranata estavam sendo coagidos pelos líderes da igreja. É uma instituição hierarquizada. O pastor por ser o líder tem a dominação de todo o seu rebanho, e o que ele diz deve ser realizado. Então, essa coação, diferente da normalidade, onde a coação é direta dizendo o que uma pessoa deve fazer ou deixar de fazer, ela é feita através do uso de uma interpretação manipulada da Bíblia”, explicou o promotor Paulo Panaro.
Para o também promotor Jerson Ramos, trechos da escritura sagrada eram usados de maneira subliminar. “Distorciam a forma da mensagem, trazendo informações subliminares, que acuavam as pessoas, que ficavam subjugadas às pessoas que transmitem a mensagem. As pessoas ficaram apavoradas”, esclareceu.
Algumas expressões utilizadas dentro da própria igreja também eram usadas como forma de coagir as pessoas. “O que se observa é o seguinte, dentro da instituição, a expressão ‘caído’ para eles é muito grave. Você ser um caído é gravíssimo, ser um excluído é gravíssimo. Eles excluíam as pessoas dentro da própria instituição, ela é relegada a segundo plano, como forma de coação, eles se sentiam caídos, excluídos”, frisou Panaro.
Por meio de nota, a Igreja Cristã Maranata disse que jamais coagiu testemunhas ou ameaçou autoridades. Ainda informou que está processando judicialmente aqueles que estão acusando a instituição, de acordo com a lei. A Igreja acredita que todas as acusações e acontecimentos desta terça-feira, com a prisão dos pastores, foram pautadas no desejo de retaliação e perseguição.
Assista vídeo matéria da G1 ES/TVGazeta pelo repórter Roger Santana, com a entrevista dos promotores e comente…
post inforgospel.com.br – com informação G1 ES/TVGazeta – por:Leandro Nossa – 13/02/13
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Muito interessante a entrevista com o MPE do Espírito Santo.

Entre 5min e 6min há expressões interessantes sobre a atuação dos líderes da igreja. (E, para mim, de todas as igrejas).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ministério Público e IURD

Ministério Público denuncia líderes - 12/09/2011


Bispo Edir Macedo e mais três dirigentes foram acusados de quatro crimes

O líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), bispo Edir Macedo Bezerra, e outras três pessoas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD.

Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da IURD, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da IURD, com o “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja”.

Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da IURD composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de vários empreendimentos, que era a própria IURD.

O procurador da República também encaminhou cópia da denúncia à área cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da igreja.
 
origem:
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3484981.xml&template=4187.dwt&edition=17935&section=2002
 
Vídeo da BAND.
 
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Minha crítica: continuarem tratando as ações da IURD e de outras igrejas de forma comum, como se o que fizessem fosse, realmente, uma atitude "não religiosa". Enquanto não verificarem que se trata de teologia, continuarão tendo os problemas que têm e as ações, provavelmente, não darão em nada. Ou a Igreja é tratada como Pessoa Jurídica como as demais empresas (ressalvadas as peculiaridades, óbvio! e com legislação especial), ou sempre ficará essa penumbra de irregularidades. Chamar "promessa espiritual" de estelionato é o fim do mundo! Daqui a pouco vão querer prender pai-de-santo, cigano, cartomante, vidente, e, talvez, quem sabe, algum padre que fica "vendendo" medalinha na televisão.